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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Por que a dor diminui e a energia aumenta após a meditação? A ciência explica.

 É comum que, após uma prática de meditação ou mindfulness, as dores do corpo diminuam e a energia aumente de forma quase imediata. Embora muitos descrevam essa experiência como “mágica” ou “espiritual”, a ciência já possui explicações claras e consistentes para esse fenômeno.

Neste artigo, você vai entender o que acontece no cérebro, no sistema nervoso e até na expressão dos genes quando você medita — e por que isso transforma a forma como o corpo sente dor e produz energia.



A dor diminui porque o cérebro muda sua forma de processá-la

Pesquisas com ressonância magnética funcional mostram que a meditação altera a atividade de regiões-chave envolvidas na dor:


Amígdala: diminui sua reatividade emocional, reduzindo a ansiedade associada à dor.

Córtex pré-frontal: aumenta a atividade, melhorando controle cognitivo e regulação emocional.

Rede de Modo Padrão (DMN): reduz a ruminação mental, que amplifica a percepção de dor.

Essas mudanças não “desligam” a dor, mas fazem com que o cérebro interprete os estímulos de forma menos ameaçadora e mais equilibrada.

O corpo libera analgésicos naturais




Durante e após a meditação, há aumento de:

endorfinas, que reduzem a dor;

serotonina, que melhora humor e relaxamento;

endocanabinoides, que promovem bem-estar e reduzem desconfortos;

redução de cortisol, o hormônio do estresse que aumenta tensão e inflamação.

O resultado é uma queda significativa na percepção de dor, muitas vezes em poucos minutos.

Menos estresse, menos inflamação, mais energia

O estresse


crônico drena energia: aumenta a inflamação, acelera o coração, eleva a tensão muscular e exige maior gasto metabólico.

A meditação faz o oposto:

ativa o nervo vago e o sistema parassimpático;

reduz citocinas inflamatórias (como IL-6 e TNF-α);

melhora a variabilidade da frequência cardíaca;

reduz estresse oxidativo.

Com menos “ruído biológico”, o corpo economiza energia — e essa economia aparece como sensação de vitalidade física e clareza mental.

A meditação realmente altera a expressão dos genes?



Sim, mas não no sentido popular de “ativar genes que liberam energia”.

O que os estudos mostram é:

diminuição da expressão de genes pró-inflamatórios (principalmente via NF-κB);

aumento na expressão de genes ligados ao reparo celular;

melhora na regulação de vias metabólicas;

em alguns casos, aumento da atividade da telomerase, enzima associada à longevidade celular.

Essas alterações contribuem para um organismo mais eficiente, equilibrado e resistente ao estresse.



Conclusão

A sensação de alívio da dor e aumento de energia após a meditação não é coincidência nem placebo. É o resultado de um conjunto de adaptações cerebrais, hormonais e celulares que tornam o corpo mais eficiente e equilibrado.







A prática de mindfulness não apenas acalma a mente: ela modifica o ambiente interno do corpo, criando condições reais para mais saúde, menos dor e mais vitalidade.














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