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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Seu corpo registra energeticamente sua historia de vida

Mais eficiente que a memória do computador, seu corpo registra tudo que aconteceu com você desde a infância até agora.

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ORIGEM DA IMAGEM: TERAPIAS INTEGRATIVAS

Para aprofundar nesse tema CLIQUE AQUI

O psicólogo e teólogo francês Jean-Yves Leloup relaciona símbolos arcaicos com várias partes do corpo e esclarece as causas físicas, emocionais e espirituais das boas sensações e de algumas doenças. 

 Uma página em branco. É assim o corpo novinho em folha do recém-nascido. Desde o instante do nascimento e a cada fase da vida, a pele, os músculos, os ossos e os gestos registram dados muito precisos que contam nossa história. “O homem é seu próprio livro de estudo, basta ir virando as páginas para encontrar o autor”, diz Jean-Yves Leloup, teólogo, filósofo e terapeuta francês.

 É possível escutar o corpo e conhecer sua linguagem, que muitas vezes se expressa por sensações prazerosas, por bloqueios ou pela dor, que nada mais é do que um grito para pedir atenção. “O corpo não mente.

 As doenças ou o prazer que animam algumas de suas partes têm significados profundos”, revela Leloup. Ele nos convida a responder algumas questões sobre pés, tornozelos, ventre, genitais, coração, pulmões e muitas outras partes.

 Elas podem ser nosso guia em uma viagem de autoconhecimento que toca em aspectos físicos, emocionais e espirituais: “Primeiro, podemos notar qual é nosso ponto fraco, o lugar de nosso corpo em que vêm se alojar, regularmente, a doença e o sofrimento
.
 Há a escuta psicológica pela qual podemos prestar atenção no medo ou na atração que vivemos em relação a algumas partes do corpo. E há ainda a escuta espiritual. O espírito está presente em nosso corpo, e certas doenças e algumas crises são manifestações do espírito, que quer trilhar um caminho, que quer crescer, que quer desenvolver-se em membros que lhe resistem”, diz ele.

 E continua: “Algumas depressões estão ligadas a fatores emocionais, a um rompimento, uma perda, uma falência. Mas há também depressões iniciáticas, em que a vida nos ensina, por meio de uma queda, um acidente, que devemos mudar nosso modo de viver”. 

 Descubra a seguir quais são os símbolos associados por Jean-Yves Leloup a cada parte do corpo e responda às questões, que facilitam a reflexão e o reconhecimento do que está impresso em você. Boa viagem!

 Pés, as nossas raízes
 “Será que experimentamos prazer em estar sobre a terra? Podemos imaginar o corpo como um árvore. Se a seiva está viva em nós, ela desce às raízes e sobe até os mais altos galhos. É de nosso enraizamento na matéria que depende nossa subida à luz.

 É da saúde de nossos pés que vem o enraizamento”, explica Leloup. Ele lembra que em diferentes práticas de ioga há a purificação dos pés, que são mergulhados na água salgada. “Pelos pés podem escorrer nossas fadigas e tensões.” “A palavra pé, podos, em grego, relaciona-se à palavra paidos, que quer dizer criança. Cuidar dos pés de alguém é cuidar da criança que o habita.

 Perguntei a um sábio: ‘O que posso fazer para ajudar alguém?’ Ele respondeu: ‘Lembre-se de que essa pessoa foi uma criança, que ainda é uma criança. E que tem dor nos pés.’” Preste atenção: verifique se seus pés são seu ponto fraco. Como você se apoia sobre eles? Em seguida, toque-os, sentindo ossos, músculos e partes mais ou menos sensíveis. Quais são suas raízes familiares? Quais as expectativas de seus pais em relação a você? Qual seu sentimento em relação a filhos?

 Tornozelos, a possibilidade de ir em frente Termômetro da rigidez ou da flexibilidade com que levamos a vida, os tornozelos têm relação direta com o momento do nascimento. “Por que esse é também um momento de articulação entre a vida dentro e fora do útero. Alguns de nós conheceram dificuldades e viveram até traumas nesse elo que une a vida fetal com o mundo exterior. O corpo guardou essa memória e a expressa na fragilidade dos tornozelos”, diz o filósofo.
 Segundo Leloup, os tornozelos simbolizam também o refinamento da vida, as relações íntimas e a articulação do material com o espiritual. As pessoas em que o tornozelo é o ponto fraco têm dificuldade de avançar nos vários aspectos da vida.
 Dar um passo a mais é ir além de nossos limites e também saber aceitar o que se é, seja isso agradável ou não. “Essa é a condição para ir mais longe”, finaliza ele. 

 Preste atenção: você costuma ter dor nos tornozelos? Essa região é rígida ou flexível? Sofreu entorses? Em que momentos de sua vida eles ocorreram? É difícil avançar em direção ao que você quer? Qual é o passo que você precisa dar e o passo ao qual resiste?
 Joelhos, o apoio para dar e receber colo A flexibilidade é uma das qualidades importantes para que os joelhos sejam saudáveis. “Quando eles são rígidos, é provável que surjam problemas na coluna vertebral e nos rins”, lembra Leloup, que nos revela o significado mais profundo dessa parte do corpo. “Em algumas línguas, estranhamente há uma ligação entre a palavra filho e a palavra joelho. Em francês, por exemplo, genou, joelho, tem a mesma raiz da palavra générer, gerar. Em hebraico, joelho é berekh, e também bar e bèn, que significa filho.
 Assim, ser filho, ser filha é estar no colo, envolvido por esse gesto, que é o elo entre os joelhos e o peito. Temos necessidade de dar e receber essa confirmação afetiva. E manter alguém no colo, sobre os joelhos serve para manter o coração aberto”, finaliza.

 Preste atenção: observe como são seus joelhos. Eles são flexíveis, rígidos, doloridos? É bom tocá-los ou não? Quem o pegou no colo quando você era criança? Esse gesto de intimidade é familiar para você? Qual a sensação? E você, para quem dá colo (seja fisicamente, seja como símbolo de acolhimento)?
 Genitais, a energia de vida O teólogo Jean-Yves Leloup fala dos tipos de amor e prazer, dos traumas e das sensações vividos na infância que marcam para sempre nossa sexualidade. Ele ressalta que o encontro de dois corpos pode ser mais que físico. “A representação mais primitiva de Deus foi encontrada na Índia e são o lingan e a ioni, o símbolo fálico masculino e o genital feminino. Assim a representação do sexo foi a primeira feita pelo homem para evocar Deus – porque o sexo é onde se transmite a vida. Dessa maneira, passa a ser o local da aliança, algo de muito sagrado”, considera Jean-Yves Leloup. 

“Portanto, a sexualidade não é somente libido. Essa libido pode tornar-se paixão, passar através do coração e transformar-se em compaixão. É sempre a mesma energia vital, que muda e se transforma de acordo com o nível de consciência no qual nos encontramos.

” Preste atenção: quais são suas dores ou doenças relacionadas aos órgãos genitais? Você sofre desses males? Qual a sensação diante dos seus genitais (vergonha, repulsa, prazer)? Qual sua postura em relação à sexualidade (à sua própria e ao sexo no contexto cultural)? 

Ventre, o centro processador de emoções Estômago, intestinos, fígado, vesícula biliar, baço, pâncreas, rins são os órgãos vitais abrigados em nosso ventre. Eles são responsáveis pela transformação do alimento em energia, pela absorção de nutrientes e pela eliminação de toxinas.
 Emoções como raiva, medo, prazer e alegria acertam em cheio essa região e também precisam ser digeridas. Leloup aponta que “o perdão tem uma virtude curativa porque podemos tomar toda espécie de medicamento, sermos acompanhados psicologicamente, mas há, por vezes, rancores que atulham nosso ventre, nosso estômago, nosso fígado”. Ele destaca que todas as partes do corpo lembram a importância de respeitar o tempo de digestão e assimilação de tudo que nos acontece de ruim e também de bom.

 Preste atenção: como é sua digestão? Quando você tem uma forte emoção, sente frio na barriga ou alguma reação na região? Quais foram os fatos difíceis de ser digeridos em sua vida? O que há por perdoar?


 Coração e pulmões, o pulso vital

 Esses dois órgãos estão intimamente ligados a nossa respiração. “O coração é um dos símbolos do centro vital, ele é o centro da relação. E é importante observar como nossa vida afetiva influencia nossa respiração.
 Às vezes, nos sentimos sufocar porque não correspondemos à imagem que os outros têm de nós, e isso também impede que o coração bata tranquilamente. Para alguns, querer ser normal a qualquer preço, querer agir como todo mundo, pode ser fonte de doenças”, assinala o psicólogo Jean-Yves Leloup. Agir de acordo com suas vontades mais genuínas e aceitar o que se é, mesmo que isso não combine com o grupo, pode ser uma das formas de se libertar e sair do sufoco. Preste atenção: você já teve períodos prolongados de angústia ou tristeza?

 O que liberta sua respiração e o que o sufoca? Você se preocupa muito com a imagem que as pessoas têm de você? 
Já parou para ouvir as batidas de seu coração e o das pessoas a quem você ama? O que deixou seu coração partido? O que o fez bater feliz?

IMAGEM: Google imagens

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.



"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.
 Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.
 Não acredite em algo simplesmente porque esta escrito em seus livros religiosos.
 Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. 
Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.
 Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o." -

 Siddhartha Gautama ,O Buda

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Meditação diminui dores e aumenta a imunidade do corpo, diz estudo

Um estudo realizado por pesquisadores dos EUA, da Espanha e da França concluiu que a meditação tem poder analgésico e anti-inflamatório, uma vez que a atividade diminui os níveis das substâncias que causam o estresse e as dores no organismo. 
Sendo assim, o estudo sugere que, aliada a um modo de vida saudável, a meditação é capaz de aumentar a imunidade do corpo e espantar doenças de forma eficaz. Com objetivo de analisar os efeitos da meditação no organismo, o estudo comparou dois grupos: enquanto o primeiro era composto por meditadores experientes, o segundo era formado por pessoas que não realizam a prática zen.

 Depois de oito horas de meditação, o primeiro grupo apresentou menores níveis das substâncias inflamatórias – o que significa dizer que, além de reduzir a dor, a meditação também é capaz de trazer uma recuperação física mais rápida depois de uma situação traumática ou estressante. 

 “O mais interessante é que se observaram as mudanças nas propriedades que são os alvos atuais dos remédios anti-inflamatórios e analgésicos”, comentou Perla Kaliman, membro do Instituto de Pesquisa Biomédica de Barcelona e responsável pela pesquisa.

Assim, o estudo coloca a prática zen como uma alternativa natural aos remédios utilizados para combater diversas doenças. E não para por aí: de acordo com um estudo produzido pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), as pessoas que fazem meditação tem o cérebro mais bem desenvolvido do que os não praticantes. Isso ocorre porque algumas áreas do cérebro – principalmente as responsáveis por regular as emoções – tornam-se maior a partir dos exercícios zen.

Fonte: UOL

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Meditar reduz o estresse e afasta doenças; veja mitos e verdades

Rosana Faria de FreitasDo UOL, em São Paulo


Meditar está deixando de ser uma prática restrita à turma "zen" para se tornar uma opção para quem quer viver mais e melhor.

Até executivos têm buscado a prática para ganhar produtividade. Há alguns anos, o National Institutes of Health (NIH), agência dos Estados Unidos responsável por pesquisas médicas, reconheceu formalmente a meditação como terapêutica que pode ser associada à medicina convencional.

Conheça alguns mitos e verdades sobre meditação

 Aqui, o Ministério da Saúde foi pelo mesmo caminho e passou a incentivar postos de saúde e hospitais públicos a oferecer a técnica em todo o país. Uma das maiores vantagens da atividade é promover o relaxamento físico, mental, emocional e metabólico.

Durante a sessão, o organismo consome 17% menos oxigênio, o ritmo cardíaco diminui e as ondas cerebrais alcançam uma frequência lenta e benéfica.

Isso significa que o organismo entra em um estado de repouso, baixando a ansiedade e favorecendo o sistema nervoso.

 Mais meditação, menos consultas 

 O cardiologista americano Herbert Benson, pesquisador e fundador-presidente do Instituto Mente/Corpo da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard (EUA), afirma que 60% das consultas médicas poderiam ser evitadas se as pessoas apenas usassem a mente para combater as tensões causadoras de complicações físicas. "Relaxando a cabeça e trabalhando melhor a oxigenação do cérebro, tudo melhora", afirma Ken O'Donnel, australiano radicado no Brasil, diretor para a América do Sul da Brahma Kumaris (organização não-governamental com sede na Índia) e escritor de 15 livros.

Veja passo a passo com dicas simples para começar a meditar

 A meditação também promove paz interior e abre os canais para que o indivíduo encontre o que há de mais profundo nele próprio, levando ao autoconhecimento. No livro "Transformando a Mente", o líder espiritual Dalai Lama explica que a prática nos permite ter algum controle sobre pensamentos e emoções. Em vez de ficar correndo atrás disso ou daquilo sem concentrar a atenção, alcançamos a capacidade de voltar a mente para um objeto determinado e focamos nele, de acordo com nossa vontade.


 Várias correntes 

 Basicamente, conta O'Donnel, há três correntes de meditação: a primeira, como a zen, busca esvaziar a cabeça usando exercícios de respiração e outras técnicas para reduzir a atividade mental a zero; a segunda, que inclui a transcendental, ocupa a mente com sons repetidos, imagens ou visualizações; o último grupo, que abarca a "raja" ioga, treina o cérebro para funcionar de maneira mais ordenada e positiva.

 "De maneira geral, as três linhas englobam todas as formas que hoje estão aí. A mente é como um campo de futebol: as duas primeiras reduzem ao máximo a atividade neste campo, desestimulando pensamentos, sentimentos, sensações e lembranças; a terceira não objetiva esvaziar ou substituir, mas tornar a compreensão parte do funcionamento normal do cérebro."

 Antes de optar por esta ou aquela corrente, é importante saber o que se busca e, claro, dedicar-se à prática de maneira regular. Isso significa pelo menos duas sessões diárias, de 15 a 20 minutos.

 Vale lembrar que a transcedental não tem cunho religioso ou espiritual. Basta se sentar (e não precisa ser nem em posição de lótus) e meditar.

 Nas diferentes academias de meditação e ioga, você vai encontrar alguns tipos com nomes como Dinâmica, Kundalini, Mandala, Vipassana - vale experimentar para ver qual tem mais a ver com você.


 Mente clara, menos estresse 

 "A meditação tem como objetivo o estado de união com algo maior", acredita Paulo Sérgio Oliveirah, pós-graduado em Psicologia Transpessoal, consultor e psicoterapeuta, professor de "hatha", "raja" ioga e iogaterapia. Para Ken O'Donnel, aprendemos a pensar menos e melhor com a prática.

"A mente aberta passa a ter intuições com mais frequência. O poder de concentração e de compreensão igualmente aumentam, e a vida flui naturalmente. Na hora das decisões importantes, há clareza sobre o que fazer. Os relacionamentos são beneficiados; não se despeja muita expectativa e cobrança sobre o outro. A despreocupação – não o descuido – cresce junto com a autoconfiança. Tudo isso traz bem-estar e qualidade de vida.

" O'Donnel diz que são quatro os níveis de estresse: no primeiro, há uma ansiedade leve, e muitos o consideram algo saudável, pois torna a pessoa motivada (para, por exemplo, correr atrás de uma promoção no trabalho); no segundo, o nervosismo é contínuo e há queixas de sobrecarga e angústia frequentes; no terceiro, o estresse crônico traz resultados negativos e explícitos, como irritabilidade e manifestações somáticas (dor de cabeça relacionada à tensão); já no quarto nível, o indivíduo se sente exausto o tempo todo, tanto física como emocionalmente, perdendo o sentido de autorrealização e ganhando sintomas graves que requerem ajuda médica.

 "A meditação ameniza o estresse em todos os patamares por dois motivos: cria mais resistência e resiliência, especialmente em situações adversas e diante de pessoas com personalidades difíceis; e auxilia na compreensão do que está acontecendo à volta, reduzindo o peso das situações", analisa O'Donnel.

Fonte: UOL Saúde

Veja também: Veja aqui um passo a passo muito simples de como meditar.

domingo, 1 de dezembro de 2013

A Voz do Silêncio

Os Agentes do Destino



È possível mudar  o plano? Uma bela reflexão! Veja o filme completo

Toda a autoridade tem que terminar.

 
O que vamos fazer é aprender sobre nós mesmos - não segundo o orador ou Freud, ou Jung ou algum psicanalista ou filósofo – mas aprender na verdade o que nós somos. 
Se aprendermos sobre nós mesmos segundo Freud, aprendemos sobre Freud, não sobre nós mesmos. Para aprender mais sobre si próprio, toda autoridade tem que terminar - toda a autoridade – quer seja a autoridade da igreja ou do sacerdote local, ou do psicanalista famoso, ou dos maiores filósofos com suas fórmulas intelectuais, etc. 
Portanto, a primeira coisa que se deve perceber quando nos tornamos sérios, exigindo uma revolução total dentro da estrutura de nossa própria psique, é que não existe autoridade de nenhum tipo. 

Isso é muito difícil, pois existe não só a autoridade externa, que se pode facilmente rejeitar, mas existe também a autoridade interna: a autoridade interna da nossa própria experiência, do nosso próprio conhecimento acumulado, das opiniões, ideias, ideais que guiam a nossa vida e segundo as quais tentamos viver. 

 J.Krishnamurti.

domingo, 24 de novembro de 2013

Pode-se ser a luz para si mesmo?



Aceita-se a palavra, a explicação, porque ela conforta; a crença conforta quando há sofrimento ou um estado de ansiedade. 

As explicações dadas por filósofos, psicólogos, sacerdotes, gurus, professores - é nessas coisas que as pessoas se baseiam para viver; o que significa que se vive uma vida de segunda mão e estão satisfeitas... 
Lê-se muito sobre o que outras pessoas pensaram, vê-se pela televisão o que está acontecendo.

 É sempre outrem, alguém lá fora, que diz o que se deve fazer. 

Com isso, a mente atrofia-se e está-se sempre vivendo uma vida de segunda mão. Alguém já se perguntou: "Posso ser uma luz para mim mesmo - não a luz de outrem, a luz de Jesus ou de Buda? 

Pode-se ser a luz para si mesmo? 

Isso quer dizer que não há sombra, pois ser uma luz para si mesmo significa que esta não é apagada por nenhum meio artificial, por circunstâncias, por tristeza, por acidente.

 Pode-se ser isso para si mesmo? Sim, mas só quando a mente não é desafiada porque está completamente desperta. A maioria de nós, entretanto, necessita de desafios, porque a maioria de nós está adormecida - adormecida porque fomos adormecidos por todos os filósofos, por todos os santos, por todos os deuses, sacerdotes e políticos. 

Adormece-se uma pessoa e ela não sabe que está adormecida: pensa que isso é normal.

 Um homem que quer ser a luz para si mesmo tem que se libertar disso tudo. 

Pode-se ser a luz para si mesmo somente quando não há "eu". Então, essa luz é a luz eterna, perene, imensurável. 

Krishnamurti. A importância de ser uma luz para si mesmo: http://goo.gl/0TXctg

Vídeos: O Eu : http://goo.gl/iFjXBK 

 Liberte-se do Eu : http://goo.gl/EhHDQz

Observação

"O homem não pode atingir a verdade por intermédio de nenhuma organização, de nenhum credo.

 Tem de encontrá-la através do espelho do relacionamento, através da compreensão dos conteúdos da sua própria mente e através da observação."

 Jiddu Krishnamurti

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Observador é o Observado

Uma imagem, como o observador, observa dúzias de outras imagens em sua volta e dentro de si mesmo, e diz, "Eu gosto desta imagem, vou mantê-la" ou "Não gosto desta imagem então vou descartá-la", mas o próprio observado foi construído pelas várias imagens que surgiram pela reação à várias outras imagens. Então chegamos ao ponto em que podemos dizer, "O observador é também a imagem, apenas se separou e observa". 

Este observador que surgiu pelas várias outras imagens pensa em si mesmo como permanente e entre ele mesmo e as imagens que ele criou existe uma divisão, um intervalo de tempo. Isto cria conflito entre ele mesmo e as imagens que ele crê serem as causas de seus problemas. Daí ele diz, "Devo me livrar desse conflito", mas o próprio desejo de livrar-se do conflito cria outra imagem.

 A consciência de tudo isto, que é verdadeira meditação, revelou que existe uma imagem central formada por todas as outras imagens, e a imagem central, o observador, é o censor, o experimentador, o avaliador, o juiz que quer conquistar ou subjugar as outras imagens ou destruí-las completamente. As outras imagens são o resultado de julgamentos, opiniões e conclusões do observador, e o observador é o resultado de todas as outras imagens – portanto o observador é o observado. - 

J.Krishnamurti





A divisão entre o observador e o observado.

 Há uma divisão entre o observador e o observado; isto é, você olha para a vida como um observador, como algo separado da sua vida. Certo? 

Então, há uma divisão entre o observador e o observado. Essa divisão é a essência de todo conflito, a essência de toda luta, dor, medo, desespero. Onde houver divisão entre os seres humanos – a divisão das nacionalidades, a divisão das religiões, as divisões sociais – tem de haver conflito. 

Isso é lei, isso é razão, lógica. Há o Paquistão de um lado e a Índia do outro, guerreando entre si. Você é brâmane e outro é não brâmane, e há ódio, divisão.

Então, essa divisão exteriorizada, com todos os seus conflitos, é a mesma que a divisão interior, aquela entre observador e observado. 

Você compreendeu isso? Se você não compreende isso, não pode prosseguir, pois a mente que está em conflito é uma mente torturada, uma mente deformada, uma mente distorcida.

 J.Krishnamurti

domingo, 3 de novembro de 2013

As vozes do EGO no filme: REVOLVER

Técnicas de relaxamento

Contemplação

Aprenda a meditar

A verdadeira reencarnação


Cabe-lhe também descobrir o que é a morte — não no último minuto, prostrado pela doença, inconsciente, sem lucidez; a isso todos estamos sujeitos: velhice, doença e morte. Impende-nos descobrir o que é a morte enquanto está novo, vigoroso, ativo, frequentando diariamente seu escritório e de lá voltando para casa — sua “prisão particular”.

 O organismo pode durar mais, conforme a espécie de vida que levamos. Se nossa vida, do nascimento à morte, é uma batalha, o corpo se desgasta mais rapidamente. O coração está sujeito a constante tensão. Isso é um fato incontestável. Para se descobrir o que é a morte, não deve haver medo; e a maioria de nós teme a morte, deixar nossas famílias, largar as coisas que acumulamos, ou nossos conhecimentos e nossos livros. Não sabendo o que acontece ao morrermos, a mente — isto é, o pensamento — diz que deve haver outra espécie de vida. A vida deve continuar de alguma maneira, nossa vida individual. Eis aí toda a estrutura da crença — da sua crença na reencarnação. O que é que renascerá na próxima vida: sua acumulação de conhecimentos, seus pensamentos e atividades, as ações belas ou feias que praticou? 

Se você acredita realmente em karma, então, o que importa é o que agora, nesta vida, você faz, como agora se comporta, porque na próxima vida pagará suas culpas. Assim, se realmente você se acha enredado nessa crença, deve prestar toda a atenção a sua vida de agora. 

Cabe-lhe descobrir o que significa morrer — não fisicamente, que é inevitável — morrer para tudo o que conhece, para sua família, seus apegos, para todas as coisas que você acumulou, para seus acostumados prazeres e temores, morrer a cada minuto, para você ter sempre uma mente nova, pura e, por conseguinte, “inocente”. Haverá, assim, “encarnação” em cada novo dia. 

Encarnar todos os dias é muito mais importante do que encarnar na vida futura. Essa “encarnação” lhe dará uma mente sobremodo “inocente”. A mente “inocente” nunca pode ferir-se. Por conseguinte, a mente que se fere deve morrer, cada dia, para seus ferimentos, para que possa, em cada manhã, achar-se renovada, lúcida, sem máculas nem cicatrizes. Eis a verdadeira maneira de viver. 

 Jiddu Krishnamurti — 31 de janeiro de 1971