Atenção plena é o gesto simples de chamar a mente de volta para o que está acontecendo agora.
E o caminho mais direto para o agora passa pelo corpo. O básico é tomar consciência de que habitamos um corpo e aprender a senti-lo.
É pelas sensações — agradáveis, desagradáveis ou neutras — que o presente se revela.
Quando a cabeça está cheia de pensamentos, deixamos de sentir. A mente voa para o passado ou para o futuro, e o corpo fica em segundo plano. Tropeçamos, nos distraímos, esquecemos. Por isso, antes de cada prática, definimos uma âncora. Ela é o ponto de retorno para quando a mente viaja.
Pode ser a respiração, o contato dos pés com o chão, o peso do corpo na cadeira. A âncora nos traz de volta, sem briga, sem julgamento.
Neste módulo (módulo 2 do treinamento em mindfulnees), treinamos a autopercepção corporal. A prática central é o escaneamento corporal.
De manhã e à noite, percorremos o corpo com a atenção, parte por parte. Esse treino nos desconecta do modo automático do estresse e nos aproxima do autoconhecimento corporal. Conhecer o corpo é tomar contato direto com a experiência.
“Estou ansioso” deixa de ser só uma ideia e vira pergunta viva: “Como a ansiedade se manifesta no meu corpo agora?”.
Percebemos as tensões — mandíbula, ombros, peito — e, ao perceber, ganhamos a chance de soltar.
Quando ficamos presos no mundo mental, os pensamentos viram espiral. Um puxa o outro, e a vida fica ruidosa.
A prática é notar, nomear e voltar. Notar que a mente viajou, nomear “pensando”, e voltar para a âncora, para a sensação do corpo.
Soltar o fio dos pensamentos deixa a vida mais tranquila, mais serena.
Distraídos, não percebemos o corpo. Presentes, reencontramos o corpo — e, com ele, reencontramos o momento.
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