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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Realizaram um estudo com 2.600 bebês para analisar as diferenças entre os nascidos com peridural ou sem ela.

A anestesia peridural tem se convertido em uma das opções mais solicitadas pelas mulheres na hora de enfrentar o parto.

 Mas, que consequências tem esta anestesia no bebê?

 Uma equipe de cientistas da Universidade de Granada (Espanha) realizou uma pesquisa que conclui que os bebês nascidos com uma peridural mostram uma serie de condicionantes negativos com relação aos nascidos sem esta intervenção para reduzir a dor do parto das mães. 

 “A anestesia peridural é uma das tantas alternativas utilizadas para aliviar a dor do parto. Atualmente é a melhor estratégia valorizada pela sua eficácia, por isso seu uso tem se estendido de forma importante nos países desenvolvidos”, explica Concepción Ruiz Rodríguez, líder da pesquisa.

 Os cientistas pesquisadores analisaram 2.609 bebês nascidos no Hospital San Juan de la Cruz de Úbeda (Jaén) entre 2010 e 2013, descobriram que os bebês nascidos sob o efeito de anestesia peridural apresentavam uma pequena queda no índice do Teste de Apgar, um percentual maior de reanimação, precisaram de mais entradas nas Unidades de Cuidados Intensivos e tinham mais problemas para se adaptar à amamentação materna. 


Assim, para as vantagens de reduzir a dor no parto, tem que levarem em consideração os transtornos que podem ter tanto o bebê como a mãe, já que ela também experimenta mudanças hormonais não desejáveis. 

 “Os efeitos adversos descritos sobre o bebê são atribuídos ao efeito farmacológico direto, devido à transferência placentária do fármaco administrado por via materna, ou a um efeito indireto secundário, como consequência das mudanças fisiológicas que o que fármaco produz na mãe, como são as mudanças hormonais”, esclarece Ruiz. 

 As conclusões da pesquisa foram publicadas na revista Midwifery