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quinta-feira, 21 de maio de 2015

A Felicidade, sem motivos – Uma reflexão



Comumente, associamos a felicidade com algum motivo ou acontecimento, que age como uma mola propulsora a um estado de bem estar, alegria etc. 

 Adquire-se um carro, uma casa, termina uma graduação, recebe um elogio, reconhecimento, conhece alguém especial, uma viagem, um livro, um presente e assim por diante.

 Toda essa coisas, naturalmente tem seu valor, faz parte de nossa experiência, amadurecimento e crescimento pessoal.

 Cada acontecimento, traz à tona a felicidade, e podemos comparar, como  o jogar uma pedra em um lago tranquilo.
 O sentimento de felicidade, seriam as ondas, que se formam ao redor do objeto jogado e este estado de bem estar, tem um tempo de duração, um prazo de validade, que dura enquanto dura a onda e ao acabá-la, precisamos de um novo impulso, jogar um novo objeto e produzir uma nova onda ou movimento.

 As pessoas, que estão mais polarizadas nos primeiros chacras, tem necessidade de atirar nesse lago, coisas ou conquistas materiais e estão constantemente comprando, trocando, renovando, pelo prazer que isto provoca; e os que estão mais polarizados nos últimos chacras, normalmente buscam este impulso, numa experiência ou conquista espiritual. 

 A felicidade da experiência ou do objeto conquistado, dura enquanto dura a onda e o espaço entra uma onda e outra, muitas vezes, é um vazio, tédio, frustração. 


 Existe uma outra felicidade, que vamos chamá-la de felicidade sem motivos, porque ela simplesmente brota sem um impulso exterior e vamos compará-la, como uma fonte ou nascente, que por si só, se impulsiona e produz a sua onda ou movimento. 


 Me recordo da primeira vez, que senti esse estado, ao chegar no trabalho, uma pessoa me indagou: - Qual é o motivo de você estar tão feliz?

 Aquela pergunta me pegou de surpresa, porque apenas havia falado um bom dia a ela, respondi:

 - Não sei, não tem nenhum motivo. 

 Isso levou-me a refletir ... porque precisamos de motivos para sermos felizes? Ou porque condicionar a nossa felicidade ou bem estar a impulsos ou acontecimentos externos?

 Quantas pessoas, que não condicionam sua felicidade, ao um nível de exigência tão grande, a uma meta a ser alcançada e vivem amarguradas, mal humoradas, tristes? 

 Voltando a nossa analogia, a felicidade sem motivos, é a nascente que move por si mesma e a felicidade condicionada a motivos, é como o lago, que precisa de fatores externos para provocar as ondas ou movimentos e a beleza de tudo isso, é que o lago é da mesma natureza da fonte, ou a fonte é a sua origem e através do autoconhecimento, podemos chegar a ela. 

 Mas, como chegar ou experimentar a felicidade sem motivos? 


 Tenho experimentado esse estado ou melhor tem brotado de uma forma espontânea, após práticas de meditação. 

 Na atualidade, a ciência tem cada vez mais, comprovado, os benefícios da meditação e podemos vez alguns resultados desses benefícios AQUI, e por isso vale a pena tirar algum tempo do dia, para desfrutar dessa prática. 

 A felicidade sem motivos, a inspiração, o ânimo, a criatividade, a vontade de viver e uma série de insights, são os resultados iniciais e palpáveis dessa prática.

 Para encerrar, Krishnamurti, disse uma certa vez, que é uma ilusão buscar um sentido para vida, porque a vida por si só já basta e o mesmo parece acontecer em relação a felicidade; parece ser uma ilusão também buscá-la condicionada a alguma coisa, melhor acessá-la ou deixar ela brotar de uma forma espontânea, dessa forma ela estará presente em tudo e fará os movimentos necessário a vida.