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quarta-feira, 6 de abril de 2016

O que é a terapia do renascimento ?

Leonard Orr, criador da técnica, alerta para os riscos da prática em grupo, principalmente quando ela vende a ideia de que a causa de todo e qualquer problema está em algum trauma do passado

Fonte: NAMU
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Na década de 1970, depois de meditar e respirar em sua banheira durante cerca de duas horas, o terapeuta norte-americano, Leonard Orr começou a ter insights sobre a infância. 

Ele repetiu a experiência algumas vezes e afirma ter curado um trauma adquirido em seu nascimento. A descoberta mudou não apenas a própria vida, mas a de outras milhares em todo o mundo. Embora inusitado, o local foi mais do que apropriado para a terapia que nascia ali, o “rebirthing” (renascimento, em inglês). 

Mas apesar da banheira e da água, o segredo da técnica que Leonard Orr criou é o controle do ritmo da respiração.


 Embalada na onda hippie que tornou moda a busca por terapias alternativas, o método rapidamente arrebanhou adeptos em diferentes países e resiste até hoje em vivências, cursos e grupos.

 Perigo nos novos formatos 


 Ao longo de quatro décadas, descentralizada e sem controle, a terapia do renascimento ganhou novas abordagens e formatos que podem torná-la perigosa, frisou Orr em entrevista exclusiva ao Portal NAMU. “Sei de pessoas que acabaram em hospitais para doentes mentais”, revela.

 Ele destaca os riscos da prática em grupo, disseminada em forma de workshops de fim de semana. “Renascimento de alta qualidade não é dar às pessoas um estímulo de um dia ou de um fim de semana”, prossegue.

 Atendimento deve ser individual


 "A respiração pode dar às pessoas a maior experiência de suas vidas, mas a técnica tem que ser aplicada corretamente", adverte. Isso, na prática, segundo ele, inclui um espaço privado para cada dupla de pessoas e capacidade para atendimentos individualizados.

 O norte-americano garante que a falta de atenção a esse cuidado pode provocar um impacto assustador. 

“Ninguém pode dar uma sessão de alta qualidade para mais de uma pessoa”, afirma. 

 Se bem feita, os benefícios da terapia não são poucos, diz Orr. “Trata-se de dar às pessoas a capacidade de reestabelecer sua saúde mental e física com a respiração conectada.” 

Orr argumenta que se trata da circulação por via nasal da inspiração e expiração, sem pausas, feitas de maneira controlada, mas harmoniosa, profunda e suave.

 Respirar energia 


 “É a habilidade de respirar energia, assim como o ar”, ilustra Leonard Orr. 

O método pode dissolver traumas, tensões, condicionamentos familiares e culturais, afirma o terapeuta. 

Ele explica que as tensões interferem na respiração e que reaprender a respirar permite dissolver essas mesmas tensões. 

“Na medida em que induz o relaxamento, o renascimento aumenta a capacidade da pessoa para lidar com qualquer condição física ou emocional”, argumenta. 

O método de Leonard Orr, além dos diversos exercícios respiratórios, utiliza atividades junto à natureza, em contato com a água, terra e fogo, além de dieta vegetariana.

 Energia divina ou estado alterado de consciência? 



 O controle do fluxo de respiração leva, segundo explica Orr, à ativação da ”energia divina”, mas essa sensação pode ser interpretada – sobretudo pelos menos esotéricos – como uma alteração do estado de consciência ou da percepção, semelhante, ou próximo, à experiência com alucinógenos. Porém, com a evidente vantagem de ser obtida por meio natural. 

 O terapeuta admite que na época em que criou a terapia, foi procurado por pesquisadores que trabalhavam com LSD e outras drogas. “Muitos ficaram encantados ao descobrir que poderiam conseguir o mesmo efeito apenas respirando”, relembra.

 Práticas milenares de respiração 


 O renascimento não é a única nem a primeira técnica a usar exercícios respiratórios com o objetivo de melhorar a qualidade de vida, saúde e bem-estar. A prática da yoga possui centenas de diferentes tipos de respiração para os mais variados fins terapêuticos. 

 A terapia reichiana, de Wilhelm Reich; da bioenergética, de Alexander Lowen; e da respiração holotrópica, da Stanislav Grof, são outros exemplos de técnicas que, influenciadas pelas culturas e tradições orientais, trabalham com a respiração.

 Em alguns casos, a prática do renascimento em grupo, desaconselhada por Orr, agrega técnicas dessas várias outras linhas terapêuticas, que também usam a respiração como base de seus métodos.

 O renascimento do Osho 


 Uma das linhas alternativas à terapia de Leonard Orr, que ganhou espaço no Brasil, é a desenvolvida pelo guru indiano Osho (Chandra Mohan Jain, conhecido também como Bhagwan Shree Rajneesh).

Na década de 1970, a terapeuta Elza Piacentini passou alguns meses em sua comunidade na Índia, de onde trouxe a técnica para o Brasil. 

“A respiração é mais rápida e feita pela boca, um processo catártico, que mexe com o chacra do coração”, explica Piacentini.

 Ela conta que também introduziu mudanças na prática do guru indiano. “Fazemos um trabalho antes de começar a respiração que eleva a energia”. Segundo ela, em 20 minutos a pessoa já entra em catarse ou no estado alterado de percepção. 

“Na comunidade do Osho, tínhamos de ficar cerca de uma hora respirando rapidamente para alcançar esse mesmo estado.” A terapeuta, que desenvolve trabalhos terapêuticos com outras técnicas, vê com naturalidade essas misturas. “Conheço vários profissionais que trabalham com o renascimento em outros formatos, e que não querem nem saber do Leonard Orr, são outras leituras”, defende. 


 Risco de surto psicótico


 Embora Piacentini afirme que não vê riscos nessas novas abordagens, ela relata que já teve problemas com uma pessoa epilética que teve crises convulsivas durante a terapia. Mas, segunda ela, isso ocorreu porque a pessoa não estava tomando corretamente a medicação. 

“Somente pessoas com esquizofrenia não devem fazer”, adverte. De acordo com a terapeuta, para todas as linhas da técnica, incluindo a de Leonard Orr, a contraindicação é uma só: “A terapia do renascimento promove a entrada em estados alterados de percepção, o que pode ser perigoso para pessoas com quadro de surto psicótico”. 

 O objetivo de ambos também é o mesmo, ressalta Piacentini. A ideia é superar traumas adquiridos na infância por meio de uma revisão do processo de formação emocional. “Há um consenso entre especialistas de que os primeiros anos são fundamentais para a formação da personalidade. Por isso, voltar a esse comecinho pode ser útil”, conclui. 

 Perigos 


 Não faltam vozes pelo mundo todo que alertam para perigos de terapias alternativas como a rebirthing. É esse o tema do livro Crazy therapies (“Terapias malucas”), de Margareth Thaler Singer e Janja Lalich (sem edição em português). 

Apesar do título caricato, as autoras tocam no ponto nevrálgico da questão com muita seriedade. O livro destaca um aspecto comum em quase todas as terapias surgidas no surgimento do movimento esotérico da década de 1990, que ganhou o nome de “Nova era”. 

Segundo as autoras, “esse ‘mercado terapêutico’ vende a ideia de que a causa de todo e qualquer problema está em algum trauma do passado, o que em geral inclui também vidas passadas”. Singer e Lalich alertam no livro que há um descaso por parte dos profissionais da saúde mental quando se trata de monitorar e educar o público sobre o que é uma boa terapia. 

“É um comportamento negligente, que beira o charlatanismo”, escrevem. Ou seja, nesse caso, melhor se orientar pelo dito popular: todo cuidado é pouco.


Fonte:

Renascimento, Rebirthing ou Respiração Conectada, é uma técnica simples e poderosa. 

 O processo facilita:
 - desbloqueio de sensações e emoções (inconscientes) registradas no corpo físico;
 - conexão com o sentir (sentimentos e sensações); 
- melhora da capacidade respiratória
 - maior fluxo de energia vital - liberação de pensamentos repetitivos;
 - liberação de padrões criados com trauma de nascimento e/ou outros; 
- retomada da confiança nos processos da vida;
 - conexão interna e espiritual do Ser;
 - centramento no aqui-agora. 

 Atenção: faça Renascimento SOMENTE em sessões individuais.

A técnica não interfere com tratamentos médicos, psicológicos ou psiquiátricos.