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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Sobre o controle do pensamento

P: Para ter paz de espírito não preciso aprender a controlar meus pensamentos? 



 K: Minha mente vagueia. Por quê?
 Quero pensar num quadro, numa frase, numa ideia, numa imagem, e, quando estou pensando, vejo que minha mente fugiu para a estrada de ferro ou para alguma coisa que aconteceu ontem.

 O primeiro pensamento foi-se, e outro lhe tomou o lugar. Por isso, examino cada pensamento que surge. Isso é inteligente, não acha? 
Você faz esforços para fixar o pensamento em alguma coisa. Por que fixa-lo? 
Se você se interessa pelo pensamento que surge, ele lhe revela o seu significado.

 O divagar da mente não é distração — não lhe dê nome algum. Siga a divagação, a distração, averigue porque foi que a mente divagou; segui-a, penetre-a a fundo. 

Compreendida completamente uma determinada distração, ela se extingue.

 Se surge outra, seguia-a também. 

A mente é constituída de inumeráveis exigências e desejos; e quando você os compreende, ela é capaz de um percebimento em que não há exclusão de nada. 

Concentração é exclusão, resistência a alguma coisa.

 Tal concentração é a mesma coisa que colocar antolhos — é evidentemente inútil, não conduz à realidade. 
Quando uma criança tem interesse num brinquedo, não há distração. 

 Jiddu Krishnamurti — O que estamos buscando